O Mestre Álvaro é considerado uma das maiores elevações litorâneas da costa brasileira[carece de fontes] e abriga uma das últimas áreas de Mata Atlântica de altitude do Espírito Santo. É uma formação rochosa de origem vulcânica com cerca de 833 metros de altitude no Estado do Espírito Santo.
Tem-se uma vista panorâmica de toda a Região Metropolitana de Vitória e região de montanhas, e de lá avista-se os municipios de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Santa Leopoldina, Fundão, Viana, e parte de Domingos Martins, além de uma bela vista do oceano Atlântico.
O Mestre Álvaro é um maciço granítico que, devido à sua altura e
posição, tem servido à navegação marítima há séculos. Ele é citado em
documentos cartográficos do século XVI. Possui um bosque rico em fauna e
flora nativas e algumas cavernas.
Está localizado no município da Serra, que faz parte da região
metropolitana da Grande Vitória. Possui 3.470ha e uma variação
altimétrica de 100 a 850 m. Situa-se entre as coordenadas de 20º 08´ 32
“e 20º 11´ 28” S e 40º 07´ 42 “e 40º 19´ 44” W.
De acordo com a classificação fitogeográfica do IBGE (1987), a vegetação predominante é a floresta ombrófila
densa submontana. No entanto, a maior parte da área está, atualmente,
coberta por pastagens, e a vegetação nativa, ainda que alterada, está
restrita às áreas de difícil acesso.
Topônimo
Os antigos moradores da Serra contam que o Mestre Álvaro recebeu este
nome porque ali morava um mestre de carpintaria, ou professor, de nome
Álvaro e sempre que alguém desejava algum serviço dele, dizia: "Vou no
Morro do Mestre Álvaro". Outros explicam que ele serve de orientação aos
pescadores, que se sentem seguros de seguirem pelo mar até que
mantenham ao alcance dos olhos o topo do mesmo, que chamam de "Mestre
Álvaro.”
Outra versão é que, pela altitude do monte é comum seu topo estar
sempre coberto por nuvens. Por essa característica muitos o chamavam de
“Monte Alvo” que, com o tempo tornou-se, Monte Álvaro e por ser guia de
Navegação, os pescadores o batizaram de "Mestre Álvaro".
Trilhas
Conta com acesso fácil a trilha principal por Serra-sede e acesso restrito a outras trilhas pela face Sul.
A trilha principal é um caminho bem marcado mas não tão limpo devido
ao mal uso por parte dos frequentadores. Caminho simples, porém cheio de
subidas íngremes beirando um vale e uma cachoeira - antiga fonte de
água potável dos moradores da região - na sua primeira metade e uma
caminhada relaxante por sobre os topos de morro e um vale úmido e com
muito vento logo antes do pico mais alto. Leva-se cerca de 4 horas para
se chegar ao topo em ritmo não forçado e com paradas estratégicas para
lanches e reidratação ao longo do caminho; pessoas em melhor forma fazem
a subida em menos de 2 horas. Ainda pelo lado Norte, o acesso à área de
3 Marias por motociclistas é frequente nos fins de semana, fazendo com
que a trilha fique muito larga e destruída.
Outras trilhas pela face Sul incluem cachoeiras com maior volume que
as da face Norte e floresta ombrófila densa melhor preservada devido ao
menor uso por parte do homem. A trilha mais usada pela face Sul é mais
íngreme que a principal e atravessa por dentro de mata fechada até
chegar no pé da pedra mais alta, a 800m. Passa ao lado de um curso
d'água com 2 nascentes, que se juntam e formam um rio de corredeiras e
poças que desemboca no brejo ao pé do Morro, local frequentado por
moradores da região e alguns eventuais turistas com excelentes locais
para um banho gelado e contato com a natureza.
Em Pitanga, bairro situado bem no pé do Mestre, se encontram acessos a
cursos d'água e trilhas pouco usadas, indicadas para os mais
aventureiros.
Recentemente o grupo Guardiões do Mestre começou a mapear as trilhas e
cursos d'água do Mestre Álvaro e vem se dedicando especialmente a
levantar a história por trás da abertura dessas trilhas. Algumas
intervenções humanas estão presentes no Mestre Álvaro como a 'Casinha'
ou 'Torre' - um cômodo de 9 M² construído provavelmente pelo Exército no
topo do Morro, hoje aproveitado como base de repetição de rádio; a
'Placa' - uma armação de aço com 8 Metros de altura onde havia uma
grande placa de alumínio de 9 M² visível da cidade quando refletia a luz
do sol, com função desconhecida; uma série de trilhos de trem, usados
como postes para transmissão de energia elétrica até a 'Casinha', quase
todos ainda de pé e com os isoladores e armação no lugar. Esses postes
seguem desde o pé do Morro, na face Sul, subindo um dos braços do Mestre
e seguindo por uma dorsal até o topo do Morro, numa trilha ainda hoje
bem marcada e repleta de sinais da passagem do Exército pelo Mestre.

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